terça-feira, 10 de março de 2015

Cinquenta Tons de Cinza



Por Nathalia Lopes


Quando a estudante de literatura Anastasia Steele entrevista o jovem bilionário Christian Grey, como um favor à sua colega de quarto Kate Kavanagh, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que o deseja e que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Christian admite que também a deseja, mas em seus próprios termos. Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferências de Grey, Ana hesita. Por trás da fachada de sucesso — os negócios multinacionais, a vasta fortuna, a amada família — ele é um homem atormentado por demônios do passado e consumido pela necessidade de controle. Ao embarcar num apaixonado e sensual caso de amor, Ana não só descobre mais sobre seus próprios desejos, como também sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos.


Ao contrário do livro, que é classificado como romance erótico, o filme não deve ser encarado da mesma forma. Cinquenta Tons de Cinza é um romance adolescente com leves toques de erotismo. Não vá ao cinema esperando ver um pornô disfarçado, esse filme não tem essa pretensão.

Agora que já esclareci essa tão polêmica questão, vou começar a falar sobre os pontos que pude observar do filme.

A história é bem fraca. Os diálogos são mal desenvolvidos e falas que deveriam ser marcantes acabam se tornando alvos de risadas. Ainda assim é preciso saber e entender que este é o primeiro filme do que já sabemos ser uma trilogia, ou seja, ele é a apresentação, a introdução da história. Porém, falhou também nesse ponto, já que tudo parecia corrido e, talvez por isso, exagerado.

As atuações deixam a desejar. Como já comentei acima, tudo é muito fora do contexto, tudo parece forçado e ir além da normalidade. A falta de química entre os atores é facilmente notada, tanto pela falta de entrosamento nas cenas mais íntimas quanto pela dinâmica das demais cenas.

O romance não funciona, pelos motivos já mencionados. Não é possível criar uma empatia pelo casal. Você não consegue torcer por eles ou mesmo se envolver.

Porém, em meio a tantas falhas, eis que há um ponto que beira a perfeição: a trilha sonora.

Cinquenta tons de cinza é um romance adolescente mal desenvolvido que não chega a nos matar de tédio, mas que dificilmente vai empolgar alguém que já passou dessa fase, seja pela falta de erotismo nas cenas eróticas seja pelo mau desenvolvimento do romance.

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