quinta-feira, 6 de março de 2014

Um Estranho no Ninho



Por Ananda Oliveira

Titulo Original: One Flew Over the Cuckoo's Nest
Ano: 1975
Diretor: Miloš Forman
Elenco:
Jack Nicholson.... Randle Patrick McMurphy
Louise Fletcher.... enfermeira Mildred Ratched
William Redfield.... Harding
Brad Dourif.... Billy Bibbit
Michael Berryman.... Ellis
Peter Brocco.... coronel Matterson
Dean R. Brooks.... dr. John Spivey
Alonzo Brown.... Miller
Scatman Crothers.... Orderly Turkle
Mwako Cumbuka.... atendente Warren
Danny DeVito.... Martini
William Duell.... Jim Sefelt
Josip Elic.... Bancini
Sydney Lassick.... Cheswick
Christopher Lloyd.... Taber
Philip Roth.... Woolsey
Vincent Schiavelli.... Frederickson
Will Sampson.... Chief

Sinopse: Randle Patrick McMurphy é um malandro que após ser preso, se finge de louco para ir para um hospital psiquiátrico e assim esquivar-se dos trabalhos forçados na prisão. Lá ele começa a influenciar os outros internos e sofre oposição da cruel e sádica enfermeira Mildred Ratched. Com forte poder persuasivo, McMurphy instaura uma reviravolta na clínica, não sabendo ele o que isto lhe pode custar.



Enquanto pesquisava para construir este cineclube pra vocês, me deparei com uma análise sociológica muito interessante, que se encaixa no filme como uma luva.

Logo, como cinéfila e leiga no assunto de psicologia, a seguir está um trecho da análise escrita por Giuliana, estudante da UNICAMP. Afinal nada mais justo quando se trata de um filme adaptado de um livro baseado em fatos reais:

“O filme conta a história de um homem que submete-se a um tratamento em um sanatório. Contudo, as atitudes do personagem não demonstram nenhum problema mental, o que gera grandes discussões entre ele e os médicos da clínica."

“O nome deste filme – Um Estranho no Ninho reflete bem o seu conteúdo, pois mostra a relação, e as consequências da relação, entre uma pessoa que, ao se inserir numa sociedade, ‘quebra’ a rotina da mesma, desrespeitando a ordem vigente."

“Ao entrar no sanatório Mac observa toda a rotina monótona a qual os pacientes eram submetidos e, como não se adapta a ela, tenta mudá-la. Ao fazer isto é reprimido pelos dirigentes, médicos e enfermeiros do local. Por diversas vezes sua insanidade foi contestada mas, como era de seu interesse, Mac fazia-se passar por doente mental.”


O herdeiro, o estranho e os novatos.

A história do livro "One Flew Over the Cuckoo's Nest" tem como base a experiência do autor, Ken Kesey, quando trabalhou no centro psiquiátrico Agnew, em San Jose, na Califórnia.

Kirki Douglas comprou os direitos com o objetivo de protagonizar o filme. Mas a demora para o projeto se iniciar e a idade avançada o fizeram desistir da ideia. Ele cedeu os direitos para o seu filho, Michael Douglas, produzir o filme.

Porém, o autor declarou que nunca assistiria o filme dirigido por Milos Forman.

O filme não foi só um grande marco na indústria do cinema rendendo infinitos prêmios, mas apresentou os atores Brad Dourif, Christopher Lloyd, Will Sampson, Tim McCall e Dean R. Brooks ao cinema.

Um estudo profundo.

Existe um rumor a respeito da construção de personagem de Jack Nicholson.
A “lenda” diz que o ator sumiu por dois meses antes do início das filmagens e só foi encontrado quando o elenco chegou ao hospital psiquiátrico onde o filme seria rodado. O ator teria se internado como se fosse um paciente.

Não sei se a vocês, mas isso me explica muito bem a cara de louco que Nicholson tem. Não me admira ele ser o Jack de O Iluminado. Agora tudo faz sentido. Não acham?

Vale resaltar que vários figurantes do filme são doentes mentais de verdade.
Seriam eles colegas de Nicholson?

Prêmios

Oscar (1976)

Vencedor: Melhor Filme, Melhor Ator (Jack Nicholson), Melhor Atriz (Louise Fletcher), Melhor Diretor (Milos Forman) e Melhor Roteiro Adaptado.

Indicado: Melhor Ator Coadjuvante (Brad Dourif), Melhor Fotografia, Melhor 
Edição e Melhor Trilha Sonora.

Globo de Ouro (1976)

Vencedor: Melhor Filme - Drama, Melhor Diretor, Melhor Ator - Drama (Jack Nicholson), Melhor Atriz - Drama (Louise Fletcher), Melhor Revelação Masculina (Brad Dourif) e Melhor Roteiro.

BAFTA (1977)

Vencedor: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Jack Nicholson), Melhor Atriz (Louise Fletcher), Melhor Ator Coadjuvante (Brad Dourif) e Melhor Edição.

Indicado: Melhor Fotografia, Melhor Roteiro e Melhor Trilha Sonora.

Prêmio Bodil (1976)

Vencedor: Melhor Filme Americano.

Prêmio Eddie (1976)

Vencedor: Filme Melhor Editado.

Prêmio César (1977)

Vencedor:  Melhor Filme Estrangeiro.

Prêmio David di Donatello (1976)

Vencedor: Melhor Diretor de Filme Estrangeiro e Melhor Ator Estrangeiro (Jack Nicholson).

Prêmio NYFCCA (1975)


Vencedor:  Melhor Ator (Jack Nicholson).


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