segunda-feira, 16 de junho de 2014

Capitão América 2: O Soldado invernal



Por João Pedro Rodrigues

Quem diria? O Vingador considerado o mais careta e desinteressante do grupo estrela o melhor solo pós-Vingadores. Apesar de ter estado “meio apagado” no próprio Os Vingadores, o patriota do escudo “bota pra quebrar” no novo filme da Marvel.


Em Capitão América 2 a trama migra para Washington, o centro político dos EUA, onde Steve Rogers (Chris Evans), ainda tentando se adaptar ao século XXI, realiza trabalhos para a S.H.I.E.L.D. em parceria com a espiã russa Natasha Romanoff, ou Viúva Negra (Scarlett Johansson), comandados por Nick Fury (Samuel L. Jackson).


Após um atentado contra a vida de Fury, Steve Rogers descobre uma conspiração dentro da própria S.H.I.E.L.D., liderada pela HIDRA e parte com Natasha em busca de respostas. Agora, com um novo aliado, Sam Wilson, ou O Falcão (Anthony Mackie), se deparam com a nova ameaça da HIDRA, o Soldado Invernal, um super assassino implacável, fortemente ligado ao passado de Steve.


Com uma trama simples e com elementos comuns aos filmes de super heróis, que foram bem utilizados, diga-se de passagem, Capitão América 2 acaba superando Homem de Ferro 3 e Thor 2 justamente por não ser tão dependente de Os Vingadores e tentar contar uma história independente, no que foi muito feliz.

O maior trunfo do filme está em conseguir apresentar vários novos personagens sem diminuir o ritmo e intercalar as várias cenas de ação, que não falham em prender a atenção do público; são várias lutas corpo a corpo, tiroteios e explosões em cenas brilhantemente montadas e que em momento algum parecem aleatórias ou exageradas (no nível Marvel, é claro).


Chris Evans mais uma vez entrega uma ótima interpretação no papel do “patriota seguidor da moral” e em momento algum deixa o personagem chato ou insosso, problema comum de personagens que seguem essa linha. O elenco de apoio também está ótimo, Scarlett Johansson rouba a maioria das cenas que aparece no papel de espiã mortalmente sexy e Samuel L. Jackson... Bem, é Samuel L. Jackson.


Um dos poucos problemas da produção foi o próprio enredo do Soldado Invernal, que poderia ter sido um pouco melhor explorado (visto que está no próprio título). E é claro, o 3D; completamente desnecessário no longa. Não acho que agregou nada à experiência e só serviu para dobrar o preço do ingresso.


Com a ótima direção dos irmãos Anthony e Joe Russo, o roteiro de Christopher Markus e Stephen McFelly e a digníssima Soundtrack de Henry Jackman, Capitão América 2: O Soldado Invernal agradará tanto fãs dos quadrinhos quanto espectadores em busca de duas horas de diversão despretensiosa.

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