domingo, 24 de agosto de 2014

Vidas Amargas



Por João Trettel


Baseado no livro homônimo do escritor John Steinbeck. O diretor Elia Kazan nos traz para o cinema a historia de dois irmãos Cal Trask (James Dean) e Aron (Richard Davalos) que vivem com o pai um rico fazendeiro plantador de alfaces e um religioso fervoroso que matem os filhos em rédea curta. O Pai vivido pelo ator Raymond Massey é Adam.

Cal e Aron são irmãos totalmente diferentes um do outro. O titulo original do filme “East of Éden”. Um referencia clara ao gênesis sobre a historia de Caim e Abel. Caim matou seu irmão Abel e foi expulso do paraíso e ficou a leste do paraíso. Como Caim, Cal também é o menos favorito de todos na historia. James Dean explora fantasticamente seu personagem dando uma maestria incrível, apesar de trabalhar em apenas três filmes. Ele já é consagrado como um dos melhores atores de método. O desespero e agressividade que Dean da à Cal é assustadora. Vemos um jovem perdido e zangado com todos. Se por um lado Cal é a pessoa má. Aron é o favorito do seu pai ele sempre faz o que o pai pede sem reclamar e vê em seu pai seu ídolo.

A historia começa quando Cal vai até uma cidade vizinha para visitar um bordel mais especificamente a dona do bordel Kate (Jo Van Fleet). Cal tem uma relação secreta com essa mulher que não é revelada no começo só na segunda parte do filme. Apesar de Cal nunca ter uma relação de amizade com o seu pai ele é bem fiel a ele e o honra. Adam está querendo aplicar uma técnica revolucionário a indústria alimentícia que é congelar o alface, depois de uma tragédia causada por um deslizamento Adam perde todo o seu dinheiro, que faz com que Cal tome partido da situação e tente devolver o lucro perdido ao seu pai.

Ao mesmo tempo em que vemos essa situação da família os estados unidos do começo do século 20 estão para entrar na primeira guerra mundial. Cal pensa no lucro e vê na guerra à chance de enriquecer plantando feijão. Mas com pouco dinheiro ele vai pedir para a sua mãe que empreste.

As cenas em que ele encontra Kate e é revelada a verdade. O embate entre os dois invés de ser uma loucura e bastante tenso como todo filme é até agora. É totalmente contrario ao filme, Cal conversa com sua mãe calmamente e explica a situação do seu pai.

Voltando com o dinheiro ele começa a investir para ajudar os pais, no meio de uma guerra e dividas Abra (Julie Harris) namorada de Aron se apaixona por Cal. Esse triângulo amoroso só serve também para cavar ainda mais a relação entre todos na família.

É incrível que com poucos filmes e com um elenco jovem a trama consegue se equilibrar bem entre o declínio e caos daquela família. Elia Kazan dizia que se identificava com Cal por causa da relação com o seu pai. Mas ser o rebelde é ter que vestir essa manta mesmo. Apesar do filme ter como base uma historia religiosa entre o bem e o mal. O filme propõe um embate psicológico entre as relações humanas e também explora ao dizer que ninguém é totalmente bom ou totalmente mal, somos humanos e também podemos mudar. Como Cal,Aron,Adam e Abra.

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