segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Os Suspeitos: Até onde você iria por sua família?



Se uma pessoa que você ama muito na sua família fosse sequestrada, o que você faria? Até onde iria para salvar quem você ama?

Por Daniel Jesus


No filme Os suspeitos, esse é o dilema do pai, Keller Dover (Hugh Jackman), homem prevenido e cristão que se depara com o sequestro de sua filha e da filha de seu amigo. Desesperado o pai começa a desconfiar de todos, passando por cima de tudo para que sua filha esteja a salvo.

Do outro lado temos o detetive Loki (Jake Gyllenhaal), que ficou encarregado de resolver o caso, um policial totalmente focado e que jamais foge aos meios legais para resolver seus problemas.

O diretor Denis Villeneuve mostra nesse filme a tênue linha entre o bem e o mal, o certo e o errado, e a moralidade e imoralidade. Deixando seus telespectadores ligados nas 2h40m de filme. Além do mais, durante o longa, são dadas pistas de quem é o responsável pelo sequestro, revelando somente no final.

O filme é ótimo para quem gosta de um suspense inteligente e com um roteiro que encanta ao encerrar o filme sem nenhum mistério por revelar. Menções honrosas às ótimas atuações dos protagonistas Hugh Jackman e Jake Gyllenhaal que trouxeram muito bem a proposta do filme em suas atuações.

Agora queremos saber de você: o que você faria se passasse pela mesma situação do filme? Como você reagiria? Como o pai Keller Dover? Ou como o detetive Loki?

  Um comentário:

  1. Acho que o título desta postagem traz uma questão equivocada. O que o filme nos mostra é como que um senso deturpado de moral leva um homem a ignorar direitos humanos básicos, flexibilizar a noção universal de humanidade e não observar o Estado de direito. Keller legitima o uso da tortura para provar uma convicção pessoal, sem provas, sem evidências, ignorando a lei e o método investigativo. Isso lembra muito os EUA pós-11 de setembro de 2001. Os EUA do Ato Patriota, da suspensão de direitos civis básicos, da "guerra ao terror". Um terrorismo que fez com que os EUA tivessem que macular sua democracia. Algo similar é operado por Holly Jones e a chave para este paralelo se apresenta quando ela diz à Keller que ela e o marido faziam aquilo tudo para transformar pessoas como Keller em demônios - e aquela era a batalha deles contra Deus. Mas isso tudo só acontece porque Keller já tem uma moral deturpada e um ethos agonístico - basta lembrar o diálogo inicial dele com o filho.

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