segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Boyhood - Da Infância à Juventude



Por Nathalia Lopes


Acabei de ver Boyhood e, depois de ver alguns comentários sobre o filme, eu senti uma necessidade enorme de vir até aqui e falar sobre ele com vocês.

Vou começar pelo fato que todos já estamos cansados de saber, comentar e ouvir: cara, o filme foi realizado por longos 12 anos! Isso merece crédito, goste ou não, merece! Qual a grande vantagem disso? Na minha opinião, apenas o fato de poder acompanhar as mudanças físicas do Mason (Ellar Coltrane). É legal o fato do garoto não ser substituído. Eu adorei ver todas as suas fases esquisitas, acompanhar a mudança na voz essas coisas. Realmente acho que esse pequeno grande detalhe é o que trás uma verdade ao filme.

Acho que um ponto que incomoda a muitos e ao mesmo tempo fascina outros tantos é o fato do filme ser, de modo geral, ordinário. Entenda, não é um filme excepcional, com uma história incrível, atuações que tiram o fôlego e personagens que fascinam. Tudo dentro do filme é extremamente comum. Tão comum quanto a minha ou a sua vida e isso eu achei brilhante! Fala sério, o cara, Richard Linklater, escreveu e dirigiu um filme que fala sobre a vida, pura e simplesmente isso. Tudo bem, alguns de nós vivem vidas que "dariam um filme", mas a grande maioria vive uma vida comum, com altos e baixos, momentos bons e ruins e que passariam despercebidas aos olhos de escritores. Não digo isso de forma pejorativa, não mesmo! E acho que Linklater fez um brinde a isso, às vidas ordinárias que passam despercebidas, mas que são tão importantes quanto às que são notáveis. Eis aí a beleza do filme.

Como eu já disse antes, as atuações não são "ual!". São boas atuações que, se estivessem em qualquer outro longa, não chamariam tanta atenção. Mas elas não estão em qualquer filme, estão em Boyhood, o filme que levou 12 anos para ser feito (sim, eu voltei a esse ponto). E é apenas por isso que elas merecem destaque. Há uma consistência, você percebe que o tempo passou pelas alterações físicas e não por uma quebra na forma de atuar; o que resultaria em uma mudança no personagem e isso também merece crédito.

Enfim, é um filme que trata da vida comum de uma forma comum e que é brilhante justamente por esse motivo.

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