quinta-feira, 24 de abril de 2014

Noé



Por Ananda Oliveira


A história original de Noé não possui muitos conflitos. O elemento narrativo mais evidente é a jornada do herói que recebe o chamado da aventura. Ele coloca casais de animais e a família na arca para enfrentar o dilúvio, permanecendo a bordo até que um dos pássaros enviados em busca de terra retorne com a indicação de descoberta quando, então, eles saem da arca e começa tudo de novo.

O Noé de Darren Aronofsky possui apenas 3 itens semelhantes à história original: Noé, o dilúvio e a arca. Deve-se levar em consideração que embora seja um personagem bíblico, a visão apresentada no filme não é bíblica.
Vamos começar pelo inicio em que se diz: Adão e Eva tiveram três filhos. Caim, Abel e Set.

Caim mata Abel. Na adaptação, Caim da início a gerações de homens como ele: maus, invejosos e cobiçosos. E Set terá gerações de homens que respeitam a terra, os animais e os seres humanos; de onde vem Noé e sua família.

Os conflitos entre Noé e os homens são muito bem estabelecidos, não só pelos seus descendentes, mas, também, por suas ações no decorrer da história, o que acaba gerando uma batalha no dia do dilúvio.

Existem ainda os personagens que são monstros de pedras, que possuem a história mais linda de todo o filme, que casou como uma luva na adaptação de uma forma um tanto poética.

Como nem tudo são flores, vamos à parte ruim da história que é o que acontece dentro da arca.

A arca possui, junto com os animais adormecidos, claro, nada mais nada menos, que um clandestino, Noé, a família e a agregada, que até então não podia ter filhos.

Em um determinado período do filme, notamos que Noé torna-se um fanático religioso. Até ai entende-se, já que é uma crítica feita pelo diretor. MAS ver Noé andando pra cima e pra baixo da arca com uma faca e uma cara de psicopata, não é legal. Embora faça parte do contexto em que o fanatismo se encaixa na história.

Outra coisa ruim, a trilha sonora, sempre com o mesmo acorde alto quando Noé toma alguma decisão ou acontece um ato divino.


E pra finalizar, podemos observar que, na época de Noé, já existiam invenções maravilhosas como o teste de gravidez e a calça jeans. E o mais importante de todos: o vinho, que Noé fez de uvas e se embriagou na praia, onde o acharam pelado, deitado de bruços com as nádegas viradas pra lua. 

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